TJAL inaugura Centro de Solução de Conflitos e Cidadania na Uninassau

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, inaugurou, nesta quarta-feira (20), um Centro de Solução de Conflitos e Cidadania no Centro Universitário Uninassau, na sede da Ponta Verde. Em seguida, o presidente Tutmés Airan e os juízes integrantes do Núcleo Permanente de Soluções de Conflitos (Nupemec), José Miranda (coordenador-geral), Cláudio José Lopes, Kleber Borba e Bruno Acioly conversaram com alunos do curso de Direito, no auditório da instituição.

O convênio para implantação do Cejusc foi assinado ainda no mês passado entre a instituição de ensino e o Poder Judiciário. Para o presidente Tutmés Airan, a iniciativa aproxima o Poder Judiciário da população e dá uma resposta mais rápida para os jurisdicionados.

“Quando você espalha para perto da população um braço do Judiciário, que funciona diferente do modo tradicional, você proporciona um salto de qualidade enorme no atendimento à população. Os processos são resolvidos de um modo muito mais célere e de uma qualidade muito maior porque você não impõe a decisão, ela é construída pelas partes”, destacou o presidente.

Para o reitor da universidade, professor Avelino Balbino, esse é um momento histórico porque reafirma a parceria entre o Poder Judiciário e a Uninassau, garantindo mais cidadania para a população. “Isso representa as duas instituições tentando construir algo para a população. E nesse sentido, os nossos alunos e a sociedade como um todo ganham em ter o Procon aqui e agora o Cejusc. O cidadão chega para resolver uma demanda [no Procon] e de repente já vai para a conciliação no mesmo espaço, numa velocidade inacreditável. Além disso, a população que chegar aqui não vai ter custo algum com esse serviço que estamos ofertando”, disse.

Durante a conversa com os estudantes, o presidente Tutmés Airan falou sobre a importância de mudar a cultura do litígio no Judiciário. “Com  conciliação você ganha em tempo, evita o acionamento da cadeia recursal, que no Brasil tem uma média de 10 anos, e dentro de seis meses você resolve. Então você faz uma troca de 10 anos por seis meses, isso é muito interessante para a própria população e também para a imagem do Poder Judiciário que tem o desgaste de ser uma máquina lenta, ritualista, tem esse desgaste minimizado”, explicou.

O Centro será coordenado pelo juiz Kleber Borba, que destacou sua alegria em poder contribuir com a iniciativa, viabilizando acordos entre as partes. O coordenador do Nupemec, juiz José Miranda, explicou aos alunos como o Cejusc funciona e parabenizou a rapidez com que a Uninassau viabilizou o local para o Centro.

O juiz Cláudio José Lopes contou aos estudantes que se formou em 1986 sem nunca ter visto um processo, somente estudado teorias na faculdade. “Vocês estão sendo privilegiados com o Cejusc, não só por ver de perto como funciona, mas também por poder contribuir com a população. A Uninassau está trazendo a vanguarda do Direito atual”, disse.

Ascom – 21/03/2019