Andrés Sanchez será investigado por corrupção na Lava Jato

Andrés Sanchez será investigado por corrupção na Lava Jato

video-yahoobrasil-comf36b9ce3-2619-394f-9abc-84fdda049a6b_full

O ex-presidente do Corinthians e deputal federal (PT-SP), Andrés Sanchez entrou na mira da Operação Lava Jato.  O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito sobre a atuação do cartola por corrupção passiva.

Não foram divulgados detalhes sobre a investigação que tramita em segredo de justiça, mas se especula que o alvo da apuração seja à Arena Corinthians, estádio construído pela construtora Odebrecht e palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Em entrevista ao ‘Uol Esporte’, Sanchez minimizou o ocorrido. “Isso é coisa de campanha, coisa do André
Luiz. Mas não pedi nada e nem recebi nada. Não fui (notificado) de nada. É uma questão processual. Fala com o advogado que ele te explica melhor”.

O estádio do Corinthians também foi alvo nesta quinta-feira de uma reportagem veiculada pela TV Globo que acusa a construtora Odebrecht e as empresas Temon, de instalações hidráulicas e elétricas, e Heating & Cooling, de ar-condicionado, de terem dividido entre si verbas orçamentárias que deveriam ter sido usadas para cobrir gastos da Arena Corinthians, o clube alvinegro admitiu em nota oficial que o que foi apresentado na reportagem foi diagnosticado em auditoria independente da obra feita pelo escritório Molina & Reis Advogados.

Confira a nota oficial escrito do Corinthians:

“Eu, como presidente do SCCP, torno público, em relação à matéria jornalística publicada hoje (10/11/2016), no Globo.com/Globo Esporte, onde se descreve fatos que envolvem contratos com “percentuais de verbas orçamentárias divididos entre  a Odebrecht e fornecedores desta na construção da Arena Corinthians”, que tais fatos já fazem parte da Auditoria Geral da Obra da Arena Corinthians, em curso e coordenada pelo escritório Molina & Reis Advogados.

Naturalmente, os fatos são muito graves e apenas a formalização em documentos desta divisão já nos causa muito pesar, até por estar claro no Primeiro Aditivo do Contrato de Construção do Estádio (EPC), assinado pelo então presidente Andres Sanchez, que tais verbas orçadas pela construtora deveriam ser tratadas como uma conta corrente, ou seja, quando se economizasse em um item específico, o Clube teria o retorno dos recursos não utilizados. Por outro lado, em itens em que os valores finais para execução fossem maiores, teria-se que diminuir do montante de outros itens de verbas orçamentárias ou reduzir o escopo daquele item que superasse o valor contratualmente previsto.

Qualquer procedimento  diferente não faria o menor sentido, e atenta  diretamente contra a boa fé e o equilíbrio do contrato.

As consequências civis ou criminais de fatos comprovados em detrimento ao Clube e de sua imagem estão e serão devidamente levados adiante, certamente, nas instâncias que forem adequadas e necessárias.

yahoo

10/11/2016

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *