RS confirma uso de contêineres para triagem de presos

Outras quatro medidas também foram anunciadas para conter superlotação em carceragens gaúchas

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Após presos serem algemados a lixeiras por falta de vagas, o governo gaúcho anunciou medidas emergenciais para conter a superlotação em carceragens de delegacias. Para driblar as celas lotadas nas unidades da polícia civil, que já geraram inclusive a manutenção de detentos em viaturas policiais, a secretaria de segurança pública anunciou cinco medidas paliativas para desafogar o sistema. Entre elas, o uso de contêineres para a triagem dos apenados.

Serão 16 estruturas metálicas, com espaço para seis pessoas cada, que passarão a operar dentro de 60 dias. O custo será de R$ 300 mil, e os contêineres serão instalados em um pavilhão abandonado na zona Norte de Porto Alegre. Além de beliches, as celas improvisadas para 96 presos devem contar com chuveiros.

Questionado sobre a suposta “desumanidade” que as estruturas possam representar, o secretário Cezar Schirmer garantiu que “é melhor deixar presos em contêineres por um ou dois dias do que algemados a lixeiras.” Quando foi prefeito de Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul, Schirmer fez uso das mesmas estruturas em 2011 para abrigar famílias desalojadas por enchentes. Uma unidade de monoblocos, pré-fabricada, também será erguida junto ao terreno da Academia de Polícia de Porto Alegre, com custo de R$ 500 mil e espaço para 96 presos dentro do prazo de 60 dias.

Junto ao Instituto Penal Feminino (IPF), um prédio desocupado dará lugar a outros 96 presos em processo de triagem. Essa é a medida mais rápida, já que as salas serão entregues em 30 dias. Além das estruturas móveis, o Estado anunciou a construção de duas unidades de triagem, com previsão de entrega de seis meses e com capacidade total para 166 apenados, no valor de R$ 5,1 milhões. No total geral, serão criadas 444 vagas dentro de seis meses.

terra

10/2016

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